CINEMA MOSTRA AIDS
ESPAÇO UNIBANCO DE CINEMA – ANEXO – SALA 4
De 28/08 a 03/09/2009 – R$ 5,00 (PREÇO ÚNICO) – 16 ANOS
Dia 28/08 (sexta-feira)
18h: ANJOS DO SOL
Direção: Rudi Lagemann – Brasil – 2006 - 90 min.
Sinopse: Maria, uma garota de 12 anos, é vendida pela família a um explorador de menores. Ela vai parar num prostíbulo na floresta amazônica, onde as meninas são vítimas de abusos e também da aids. Após conseguir fugir, cruza o país, viajando de caminhão até o Rio de Janeiro. Com elenco que inclui os atores Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, o filme recebeu diversos prêmios, entre os quais o de melhor filme, em Gramado, onde Lagemann também ficou o com título de melhor roteiro. No Miami Internacional Film Festival, Anjos do Sol foi, segundo o júri popular, o melhor filme do evento.
20h: HAKIM (Hakim) – CURTA-METRAGEM
Direção: Ismail Sahin – Alemanha – 2007 - 15 minutos
Com passagens por vários festivais internacionais, esse curta-metragem conta a história do menino Hakim, de um ano. Ele é encontrado por um velho homem, numa casa de lama numa aldeia na Àfrica, ao lado de sua mãe, que está morta. Como tantas crianças africanas, Hakim perdeu seus pais para a aids e passa aos cuidados do educador local Aga, acostumado a receber crianças com baixa expectativa de vida. Usando histórias e contos, ele consegue incitar essas crianças a gostar mais da vida e a considerar o aqui e agora como uma fase para transformação em seres diferentes. Pelas histórias que conta, similares aos contos de fadas, ele quer transmitir uma sensação de imortalidade. Hakim também experimenta essa transformação pessoal.
20h15: O JARDIM DO OUTRO HOMEM (Le Jardin d´ um Autre Homme)
Direção : Sol de Carvalho – Moçambique – França – 2006 - 80 min.
Sinopse: Aos 19 anos, Sofia vive num subúrbio pobre de Maputo, em Moçambique, onde passa diariamente por enormes dificuldades para prosseguir os estudos, única alternativa para chegar à universidade e realizar seu grande sonho: ser médica. Os obstáculos da jovem aumentam, sobretudo quando ela se percebe vítima de assédio por parte de um professor, possivelmente infectado com o HIV. Ele não hesita ao manipular o resultado do exame para conseguir, a qualquer preço, o que quer, para desconforto de Sofia. No elenco, Gigliola Sarifa, Viegas Jão Tovele, Ivan Augusto Laranjeira.
22h: FIGUEIRAS (Fig Trees)
Direção: John Greyson – Canadá - 2009 - 104 min.
Sinopse: O filme é apresentado como “uma ópera documental”. No caso, sobre a luta dos ativistas Tim Maccaskell, de Toronto, e Zackie Achmat, de Capetown, ambos empenhados na batalha pelo acesso a medicamentos para tratamento da aids. Entrevistas documentais, discursos, conferências e manifestações são, segundo o diretor e roteirista, experimentados, desmontados e transformados em música. A ópera em questão executa inversões musicais e políticas na música e nas palavras do clássico de vanguarda de 1934, de Gertrude Stein, Quatro Santos em Três Atos. Num imaginário surreal proposto pelo filme, apresenta-se Gertrudes Stein, um esquilo albino que canta e decide criar uma ópera trágica sobre Tim e Zackie e o seu heroísmo, constatado em várias histórias de enfrentamentos diante do governo e da indústria farmacêutica.
Dia 29/08 (sábado)
18h: CLARA E EU (Clara et Moi)
Direção: Arnaud Viard – França – 2004 - 86 min.
Sinopse: Idealista e eternamente insatisfeito, Antoine tem 33 anos e está à procura de um grande amor. Ainda que o desembaraço lhe abra caminhos em Paris, ele não consegue disfarçar o sentimento de solidão _ pelo menos até o dia em que conhece a bela Clara, cuja liberdade o encanta. Entre telefonemas e encontros, eles ficam cada vez mais apaixonados, mas a vida do casal, no entanto, passa por uma reviravolta quando os dois decidem, juntos, fazer o teste do HIV. Nesta comédia romântica, a moral da história é que vida pode não ser tão simples quanto parece, pois sempre há provas para as quais podemos não estar totalmente preparados. Julie Gayet e Julien Boisselier são os protagonistas do filme.
20h: ESTAMOS JUNTOS (We Are Together)
Direção: Paul Taylor - Inglaterra/África do Sul – 2006 - 83 min
Vencedor de 12 prêmios em diversos festivais nos quais já foi exibido, esse misto de documentário e musical foi filmado ao longo de três anos e conta a história notável e comovente de um grupo de crianças do Ágape Orphanage, um orfanato na África do Sul. Eles usam a música para superar a miséria e a perda. É uma história emocionante de orfandade e do passeio desses jovens e talentosos cantores e seus professores por Londres, cidade que visitam para uma série de concertos.
22h: MINHA VIDA NA DISCOTECA (The Godfather Of Disco)
Direção: Gene Graham - Estados Unidos - 84 min
Sinopse: Apresentado como um documentário musical, o filme se baseia na autobiografia de Mel Cheren, Minha Vida (My Life), para mostrar ascensão e queda da música disco nos anos 1970, em Nova York. Com depoimentos de “quem é quem” na cena local da época, registra o impacto da descoberta da aids e da propagação do HIV no mundo da discoteca. Traz ainda o trabalho e a garra do ativista Mel (produtor executivo do filme, inclusive) , que usa a música para lutar contra a aids e promover o trabalho voluntário com atuação determinante na defesa dos direitos gay. Participações de Barbara Tucker, Cory Robbins, Danny Krivit, Vince Montana, Louis Benedetti, Lady D, entre outros.
Dia 30/08 (domingo)
18h: 68 PÁGINAS (68 Pages)
Direção: Sridhar Rangayan – Índia – 2007 - 92 min.
Sinopse: Subvertendo o gênero cinematográfico consagrado por Bollywood, sempre baseado em música, dança e drama, esse filme coloca em cena personagens ignorados pela grande indústria indiana do cinema: um bailarino transexual, um casal gay, um profissional do sexo e um usuário de drogas. Tudo para contar histórias de dor e trauma, felicidade e esperança _ou da condição de ser HIV positivo e discriminado. Tudo a partir de cinco vidas e experiências registradas em 68 páginas do diário de Mansi, uma conselheira cuja exigência ética é a de manter a confidência dos seus casos. Ao tentar ser objetiva na compreensão dos problemas e dar opções que ajudariam, ela não pode envolver-se emocionalmente com nenhuma pessoa que está aconselhando. Foi filmado em Mumbai, Maharashtra, India.
20h: STEPHEN FRY E A AIDS (HIV & Me)
Direção: Ross Wilson – Inglaterra - 2007 - 120 min.
Sinopse: Depois de perder muitos amigos para a aids a partir dos anos 1980, o ator Stephen Fry, roteirista desse documentário, faz uma viagem pessoal pela Grã-Bretanha e tenta entender o porquê do aumento das infecções de aids. O filme concentra-se em universos distintos _ de gays, héteros e vários outros grupos, inclusive adolescentes. A idéia é descobrir o que eles pensam sobre sexo seguro. Pode ser chocante, por exemplo, ver como muita gente age em relação a doença, preferindo não se proteger. Ao ser entrevistada, uma mulher diz ter dormido com vários homens em uma semana e ainda assim afirma não ver nenhuma razão para proteger-se. Com perguntas diretas e contundentes, vez ou outra ,Fry (que já viveu o protagonista, soropositivo, do filme Para o Resto de Nossas Vidas, de 1992), deixa clara a raiva e a indignação que sente diante de pessoas que contribuem para agravar o problema.
22h: METH (Meth)
Direção: Todd Ahlberg - Estados Unidos – 2007 - 79 min.
Sinopse: A partir das histórias e reflexões de uma dúzia de homens gays que vivem nos Estados Unidos e têm entre 21 e 50 anos, o documentário revela o fascínio e os riscos do cristal de metanfetamina _uma variante da anfetamina, usado especialmente para estimular o sexo_, droga que ganhou popularidade, especialmente entre gays americanos. O uso é tão prejudicial e perigoso que o diretor fez o seguinte alerta depois de realizar o documentário: “Confiamos que ele fará com que as pessoas passem a pensar no cristal metanfetamina como algo que não se queira experimentar. As histórias dessas pessoas mostram o porquê dessa afimação."
Dia 31/08 (segunda-feira)
18h: O CASO TIRIYÓ - CURTA-METRAGEM
Direção: Vincent Carelli / Estevão Nunes – Brasil – 1998 - 13 min.
Sinopse: Na tribo dos Tiriyó, no Pará, quase na divisa com o Suriname, cerca de mil índios se dividem em várias aldeias dispersas. Os Tiriyó andam muito e mantém contato permanente não só entre si, mas com tribos vizinhas amigas, como os Wayâna e Xarúma, assim como com a civilização branca. Também por isso os Tiriyó não sabem exatamente como a aids chegou à comunidade indígena. Neste documentário, eles levantam hipóteses de como a infecção pelo HIV, até então desconhecida por eles, atingiu vários índios. O vídeo integra o programa Prevenção das DST e Aids entre os Povos Indígenas mantido pela Vídeo nas Aldeias, ONG que tem um importante acervo de imagens sobre os povos indígenas no Brasil e já produziu uma coleção de mais de 70 filmes, muitos deles premiados, inclusive fora do país.
18h13: O DIA DO RESULTADO (Testing Diaries)
Direção: Kess Bohan, Yonni Usiskins, Goetz Werner – Inglaterra – 2007 - 30 min.
Sinopse: Apresentado pelos integrantes da banda americana de pop punk Good Charlotte, o filme revela as vidas de três jovens _Sajan, Cynthia e Akila _ na Índia, na Jamaica e no Ghana, quando decidem fazer o teste do HIV. Mostra o medo, a incerteza, a necessidade de realizar o exame e a apreensão na hora de saber o resultado. Por vezes tenso, o documentário acaba por encorajar as pessoas a refletirem sobre os seus comportamentos e a tomarem as rédeas de suas próprias vidas.
20h: PEQUENOS PAIS (Their Brothers´Keepers: Orphaned by Aids)
Direção: Catherine Mullins – Canadá – 2005 - 55min
Sinopse: Filmado durante sete meses, em Chazanga Compound, um bairro de favelas no Lusaka, Zâmbia, este documentário canadense segue as lutas cotidianas de famílias encabeçadas por crianças cujos pais morreram de aids. Por isso, longe de uma infância normal e determinadas a sobreviver, elas assumem o comando de suas famílias. Ao enfrentar a falta de comida, água, escola e assistência em saúde, Benny, Dorris e Paul experimentam o drama e a esperança que se misturam na luta por trabalho para comprar a refeição para seus irmãos mais novos. Se a ajuda local e mesmo o socorro humanitário estrangeiro não são suficientes na dura realidade vivida por eles, a fotografia e trilha sonora do filme contrastam com vidas surreais dessas crianças heróicas.
22h: 48 HORAS (48 Fest: Kenya)
Direção: Jules Wilson – Inglaterra – 2007 - 22min
Sinopse: Num concurso, durante uma conferência internacional de mulheres ativistas que atuam na luta contra aids, em Nairóbi, no Quênia, trinta jovens de diversas partes do mundo receberem o desafio de realizar, em 48 horas, curtas-metragem sobre a aids para serem exibidos mundialmente. O documentário acompanha os bastidores, a formação dos grupos, as dúvidas, discussões, as dificuldades com a produção e a luta contra o tempo para finalizar oito curtas que revelam um olhar feminino sobre a aids.
Dia 01/09 (terça-feira)
18h: A VIDA DOS PARDAIS (The Lost Sparrows of Roodepoort)
Direção: Brock Carter e David Ponce - Estados Unidos – 2008 - 28min.
Sinopse: Em Roodepoort, na periferia de Joanesburgo, África do Sul , a Sparrow Village é uma casa de apoio para crianças que vivem com HIV e aids. Ainda no início dos anos 1990, em meio à crescente devastação da aids, Corine Mclintock decide acolher de crianças doentes, para que tenham algum conforto em seus últimos dias de vida. Mas ela sabia que era preciso fazer muito mais por essas criaturas órfãs. Decide, então, criar um verdadeiro lar, com rotina diária de medicação, escola, exames e até mesmo festa de aniversário. Transforma, assim, com inabalável dedicação, um cenário escuro e assustador em um triunfo da esperança . Aplaudido em vários festivais, o documentário mostra ao mundo que os pardais esquecidos de Roodepoort não estavam sozinhos.
18h28: MAIS PODEROSO QUE A AIDS (Greater: defeating aids)
Direção: Emmanuel Exitu - Itália – 2009 - 34min
Sinopse: O documentário conta a trajetória do Meeting Point, um revolucionário projeto de luta contra a aids criado por Rose Busingye, uma enfermeira de Kampala, Uganda. O fio condutor é a simplicidade com que órfãos e mulheres acolhidas por Rose e pelo projeto dançam, choram, falam de si, da doença e da vitória sobre a aids. A narração mostra um povo interessado e comovido pela realidade e pela determinação de lutar pela vida.
20h: SIMPLES CORAGEM (Simple Courage)
Direção: Stephanie J. Castillo – Havai – 1992 - 55 min.
Sinopse: O filme traça um paralelo com a epidemia de aids ao documentar o tratamento de vítimas de hanseníase no Havaí no final do século 19 e início do século 20, quando mais de oito mil portadores, a maior parte nativos, foram segregados em uma península isolada e praticamente abandonados. Um homem, contudo, em num ato simples e corajoso, tomou a questão para si e trouxe conforto a essa gente desamparada. Ele foi o Pai Damien, um missionário Católico da Bélgica, que passou dezesseis anos acolhendo e confortando os "intocáveis" até que ele mesmo sucumbisse à doença. Ao usar arquivos e entrevistas com sobreviventes dos anos de 1930 e 1940, o filme mostra a dor emocional por causa do banimento das suas casas ancestrais acrescentadas às devastações da doença.
22h: POR FAVOR, CONVERSE COM AS CRIANÇAS SOBRE AIDS (Please Talk to Kids About Aids)
Direção: Brian Hennessey - Estados Unidos – 2007 – 26 min.
Sinopse: Numa conferência internacional sobre aids, duas crianças falam com técnicos, trabalhadores do sexo e pessoas que vivem com HIV e aids.
Num mundo cheio de jargões e tabus em relação à doença, este documentário mostra duas vozes inocentes, fazendo perguntas que só uma criança ousa fazer e, por isso, conseguem despertar mais compaixão diante epidemia. Numa visão sem preconceitos, o filme trata da incapacidade humana de fazer com que aids seja compreensível a todas as pessoas, em especial por causa do desconforto dos adultos diante da própria sexualidade.
22h26: A FACE FEMININA DA AIDS (The Female Face of AIDS: Crisis in Malawi)
Direção: Doug Karr e Edward Boyce – EUA - 2008 - 33 minutos
Sinopse: Em 2007, uma equipe de pesquisadores americanos do Leitner Center for International Law and Justice viajou a Malawi para tentar entender porque as mulheres de lá são maioria (58%) da população infectada pela aids e como a infecção e a doença afetam suas vidas. Registradas no documentário, as entrevistas conduzidas pela equipe revelam uma combinação mortal de desigualdade feminina, pobreza, e práticas culturais e crenças que promovem a extensão da aids e comprometem severamente as vidas dessas mulheres e de suas crianças.
Dia 02/09 (quarta-feira)
18h: O OUTRO LADO – CURTA-METRAGEM
Direção: Doulgas Drumond e Heitor Werneck – Brasil – 2009 - 10min.
Sinopse: Produzido pelo Casarão Brasil, uma associação voltada para comunidade LGBT, "O Outro Lado" relata, sob uma ótica sensível e realista, a vida e as desventuras de moradores de rua homossexuais na cidade de São Paulo, população vulnerável não só à infecção pelo HIV e à AIDS, mas também a diversos tipos de violência e violação de direitos de cidadania. Ao abordar questões como discriminação, respeito e direito à moradia, uma idéia se apresenta: como seria uma casa de apoio e de acolhimento para essa população de homossexuais? É fato que os albergues públicos convencionais, muitos deles ligados a alguma religião, fecham as portas ou não acolhem adequadamente essas pessoas. Algo tem de ser feito para chegar ao outro lado da margem... eis o propósito desse documentário.
18h10: UM LUGAR PARA BEIJAR
Direção: Neide Duarte - São Paulo – 2008 - 30 min
Sinopse: Um jovem frequentador de uma boate conta que foi ali para beijar outros homens, mas não se sente à vontade para transar com eles. Uma travesti que trabalha como profissional do sexo revela que não beija os clientes na boca, só o marido. Depoimentos como esses dão o tom do documentário Um Lugar Para Beijar, que mostra os caminhos da sexualidade masculina, os medos e preconceitos, a diversidade do mundo gay na periferia de uma metrópole, os encontros e desencontros de homens que fazem sexo com outros homens, a ameaça das doenças sexualmente transmissíveis. Dirigido pela experiente jornalista Neide Duarte, com o aval do Programa Municipal de DST/Aids – Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a fita mostra os mistérios e surpresas de bares, festas, parques e outros cenários determinantes para as tramas vividas por essas pessoas.
20h: PRESIDENTE TEM AIDS? (The President has aids?)
Direção: Arnold Antonin - Haiti – 2006 - 100min.
Sinopse: Dao (Jimmy Jean-Louis, do fenômeno televisivo Heróis) é a maior estrela de cinema do Haiti, o "presidente auto-proclamado de Compas", o popular estilo musical do país. Ele convive com mulheres que caem aos seus pés e com homens que o invejam descaradamente. Invencível com seu hábitos e uma vida à la sexo, drogas e rock n roll, só não consegue superar o medo e o risco de estar doente, o que ameaça sua carreira. Apesar da pressão do seu agente, Dao se recusa a fazer teste do HIV e passa a frequentar rituais e a igreja à espera de um milagre. Num de seus concertos, resgata e se apaixona por Nina (Jessica Geneus), alvo das investidas de Larieux, um homem de negócios rico e poderoso, com quem a mãe de Nina quer que ela se case. Como o romance floresce entre Dao e Nina, Larieux traça a sua vingança nesse mix de comédia e drama que tem a epidemia da aids no Haiti como pano de fundo.
22h: SEXO POSITIVO (Sex Positive)
Direção: Daryl Wein - Estados Unidos – 2008 - 76 min.
Sinopse: A trajetória de Richard Berkowitz, ativista gay revolucionário nos anos 1980, é o tema deste documentário, que credita a Berkowitz o mérito da adoção e divulgação do sexo seguro como principal alternativa para enfrentar a aids. Profissional do sexo, Berkowitz emergiu do epicentro da epidemia como um líder da comunidade gay norte-americana, exigindo a evidência e a importância da prática do sexo seguro num momento de medo generalizado diante da nova doença. Ele atua junto com dois outros personagens fundamentais na história: Joseph Sonnabend, um virologista, e o músico Michael Callen. Juntos, eles mostram que as práticas sexuais mais seguras eram fundamentais para que não se desistisse do sexo completamente. Pelos olhos de Berkowitz, o filme testemunha depoimentos sobre sexo, morte, e traição, colocando a “invenção” do sexo seguro em um contexto de incertezas.
Dia 03/09 (quinta-feira)
18h: UMA JORNADA EM FAMÍLIA (Out in India: A Family´s Journey)
Direção: Tom Keegam - Estados Unidos, 2008, 71min
David Gere é um intelectual que dedicou parte de sua vida a estudar a relação da aids com as artes. É casado com Peter Carley, que durante muitos anos esteve à frente de protestos e ações políticas de luta contra a doença nos Estados Unidos. Ambos perderam parceiros no auge da epidemia, ambos permaneceram tocados pela aids. Juntamente com seus dois filhos adotivos, deixam sua casa e seus empregos em Los Angeles para uma jornada de alguns meses na Índia, com a missão de organizar artistas para lutar contra a aids num país que tem 5 milhões de pessoas HIV positivas, das quais 90 % não sabem que estão infectadas pelo vírus. O documentário narra uma “aventura ativista”, a oportunidade de uma contribuição positiva e criativa para enfrentar a aids.
20h: XPRESS 08 (Xpress 08)
Direção: Mauro Dahmer – Brasil – 2008 - 44 min.
Sinopse: Terceiro documentário da série Xpress, produzido pela MTV (América Latina) em parceria com o Unicef _e a campanha Staying Alive_, neste programa, rodado em Recife, Santo Domingo, Bogotá e Nova York , abordam-se temas ligados à masculinidade, juventude, sexualidade e prevenção do HIV. Machismo, pornografia, violência, drogas e preconceitos são alguns dos assuntos apresentados por jovens, ativistas e artistas. Depois de visitar, em versões anteriores, cidades como Kingston, São Paulo, México, Rio de Janeiro, Juarez e receber a medalha de prata no World Media Festival de Hamburgo, o programa XPress 8 conta com a participação de membros do movimento Mangue Beat como Fred 04, Canibal e Rogê, e artistas latinos e caribenhos como Dr Krapula, El Lapiz Cosciente, Calor Urbando, Dj Alkaline e 3 Coronas.
OBS: Após a exibição haverá debate com o diretor Mauro Dahmer e a VJ Penélope Nova
CINEMA MOSTRA AIDS
DIAS 28, 29 E 30/8
IDADE RECOMENDADA: 16 ANOS
INGRESSO: R$ 1,00 (INTEIRA) E R$ 0,50 (MEIA-ENTRADA)
Nos dias 28, 29 e 30/8, o Cine Olido receberá pela primeira vez o evento CINEMA MOSTRA AIDS, uma realização do grupo Pela Vidda/SP. Ao longo do evento, que também acontecerá no Espaço Unibanco, serão exibidos filmes inéditos, provenientes de mais de 10 países diferentes, além de uma retrospectiva com alguns filmes exibidos em edições passadas. Pouco mais de uma década depois da primeira edição, o CINEMA MOSTRA AIDS volta às telas em sua quinta edição com longas e curtas-metragem, entre documentários, dramas e comédias românticas, que abordam questões relacionadas à Aids. O evento é apoiado pelo Programa Estadual de DST/AIDS, entre outros parceiros.
28/9 – sexta-feira
15h: Princesas (Princesas)
(Espanha, 2005, 113min)
diretor: Fernando Leon de Aranoa
Caye é uma prostituta de classe média de Madri que esconde da família sua real ocupação. Zulema é uma imigrante dominicana que deixou a mãe e o filho em Santo Domingo para ganhar a vida ilegalmente na Espanha. Por conta da mesma profissão, as duas desenvolvem ao longo da trama uma amizade baseada na cumplicidade e no desejo de realizar seus sonhos.
17h: Três Irmãos de Sangue
(Brasil, 2005,104min)
direção: Ângela Reiniger
Os três irmãos de sangue a que se refere o título do documentário são os mineiros Betinho, Henfil e Chico Mário. Hemofílicos, foram infectados pelo vírus HIV através da transfusão de sangue e morreram de complicações da Aids. O trio tornou-se um símbolo da luta contra a doença no Brasil e o fato do país hoje ser visto como referência mundial no combate à epidemia tem muito a ver com o pioneirismo de ativistas como eles.
19h30: Transit
(Inglaterra, 2005, 90min)
direção: Niall MacCormick
Primeiro longa-metragem produzido para a TV pela MTV. Ambientada em quatro países, a trama acompanha o drama e as aventuras de protagonistas que vivem na Cidade do México, Los Angeles, São Petersburgo e Nairóbi. Entre os personagens estão a americana Asha, desconfiada da fidelidade do namorado, e o africano Matthew, mergulhado na cultura hip-hop de seu país.
29/9 – sábado
15h: Anjos do Sol
(Brasil, 2006, 90min)
direção: Rudi Lagemann
Maria, uma garota de 12 anos, é vendida pela família a um explorador de menores. Ela vai parar num prostíbulo na floresta amazônica, onde as meninas são vítimas de abusos e também da aids. Após conseguir fugir, cruza o país, viajando de caminhão até o Rio de Janeiro. Com elenco que inclui os atores Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, o filme recebeu diversos prêmios, entre os quais o de melhor filme, em Gramado, onde Lagemann também ficou o com título de melhor roteiro. No Miami Internacional Film Festival, Anjos do Sol foi, segundo o júri popular, o melhor filme do evento.
17h: 68 Páginas (68 Pages)
(Índia, 2007, 92min)
direção: Sridhar Rangayan
Subvertendo o gênero cinematográfico consagrado por Bollywood, sempre baseado em música, dança e drama, esse filme coloca em cena personagens ignorados pela grande indústria indiana do cinema: um bailarino transexual, um casal gay, um profissional do sexo e um usuário de drogas. Tudo para contar histórias de dor e trauma, felicidade e esperança _ou da condição de ser HIV positivo e discriminado. Tudo a partir de cinco vidas e experiências registradas em 68 páginas do diário de Mansi, uma conselheira cuja exigência ética é a de manter a confidência dos seus casos. Ao tentar ser objetiva na compreensão dos problemas e dar opções que ajudariam, ela não pode envolver-se emocionalmente com nenhuma pessoa que está aconselhando.
30/9 – domingo
15h: Estamos Juntos (We Are Together)
(UK e África do Sul, 2006, 83min)
direção: Paul Taylor
Vencedor de 12 prêmios em diversos festivais nos quais já foi exibido, esse misto de documentário e musical foi filmado ao longo de três anos e conta a história notável e comovente de um grupo de crianças do Ágape Orphanage, um orfanato na África do Sul. Eles usam a música para superar a miséria e a perda. É uma história emocionante de orfandade e do passeio desses jovens e talentosos cantores e seus professores por Londres, cidade que visitam para uma série de concertos.
17h: Figueiras (Fig Trees)
(Canadá, 2009, 104min)
direção: Jhon Greyson
O filme é apresentado como “uma ópera documental”. No caso, sobre a luta dos ativistas Tim Maccaskell, de Toronto, e Zackie Achmat, de Capetown, ambos empenhados na batalha pelo acesso a medicamentos para tratamento da aids. Entrevistas documentais, discursos, conferências e manifestações são, segundo o diretor e roteirista, experimentados, desmontados e transformados em música. A ópera em questão executa inversões musicais e políticas na música e nas palavras do clássico de vanguarda de 1934, de Gertrude Stein, Quatro Santos em Três Atos. Num imaginário surreal proposto pelo filme, apresenta-se Gertrudes Stein, um esquilo albino que canta e decide criar uma ópera trágica sobre Tim e Zackie e o seu heroísmo, constatado em várias histórias de enfrentamentos diante do governo e da indústria farmacêutica.